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Depois de toda emoção e festa, de tanta envolvência e aconchego, do delírio e até alguns excessos, cá estamos para enfrentar a realidade, nos desafios de mais um ano… Virados para o futuro, com as lições do passado mais recente!

E se 2017, que deixamos há dias, foi de emoções, de perdas irreparáveis, de fracassos; terá sido também de muitas oportunidades, de realizações pessoais e coletivas, de sucessos e muitos sonhos! Foi um tempo de aprendizagem e amadurecimento, de formular propósitos, de correção e mudança; e muito mais nos votos, que eram desejos, prenúncio de um próspero ano novo, tão efusivamente proferido na rua, nas mensagens e nas redes sociais!

Também assistimos ao contraditório e frustrante: houve amigos que já não são e famílias que não se encontraram! Falharam o contacto, omitiram os votos de “boas festas”! No entanto a vida prossegue, porque o tempo faz o seu trabalho sem se cansar!

Um ano que começa com o habitual fulgor, nomeadamente nos anúncios de que tudo vai ser melhor, em termos de crescimento económico, criação de riqueza, baixa do desemprego e outros apontamentos de aliciante perspetiva socioeconómica. O discurso altera-se quando a realidade mostra o reverso da medalha, o contraditório e pernicioso, mormente com a descontrolada subida de impostos indiretos e outros que se fazem sentir logo no primeiro dia de janeiro, com destaque para o pão, o azeite, a água, o gás, a luz, os combustíveis, as portagens, os seguros e outros serviços…

Dar com uma mão para, de seguida tirar com a duas, escanhoando ao contribuinte muito mais que a benesse do, quase ridículo, aumento do salário mínimo, propagandeado na praça pública como se de um feito heróico se tratasse! As contrapartidas são sempre a doer…

Portugal e os portugueses ainda não encontraram o tão apregoado equilíbrio e a justiça social; persistem gritantes desigualdades! Os dramáticos incêndios, que provocaram profundo pesar e indignação, mostraram essa discrepância entre o interior e os grandes centros urbanos; duas realidades, dois mundos num mesmo país.

Este é um ano de esperança renovada! Pelo que aconteceu e sobretudo pelo que não mais poderá acontecer em Portugal… Pelos propósitos e pela dinâmica de reconstrução; pela vontade e pela ousadia que nos carateriza! Nas pequenas tragédias como nos maiores dramas nacionais; a nossa solidariedade ultrapassa qualquer previsão, qualquer cálculo!

Este será um bom ano, porque foram sinceros os votos que trocamos; nalguns casos sem nos conhecermos! Vai ser necessário provar que a nossa sinceridade, vai além de uns fortuitos cumprimentos. E que assenta na vontade de mudança efetiva, a partir do coração. Aproveitemos as oportunidades de crescimento e de afirmação, honrando assim a nossa condição humana e humanista; também nas pequenas coisas da vida! Bom ano também à gente da diáspora portuguesa no mundo e em particular aos que vivem e trabalham na Bélgica.

 

 

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