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Mensagem do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, divulgada na Noite de Natal pelo canal de televisão RTP internacional:

 

Caras e caros conterrâneos,

É com alegria que me dirijo a todos vós nesta noite de Natal, que constitui um momento de profundo significado pelo reencontro que proporciona com a família e com os amigos.

Começo por fazer uma referência especial à RTP Internacional, e aos seus trabalhadores, pelos 25 anos de vida deste canal, que se celebraram em 2017.

É já um quarto de século a levar conteúdos de qualidade sobre a cultura, a informação e a memória de Portugal às nossas Comunidades no estrangeiro.

Bem-haja!

 

Gostaria, também, de referir que 2017 foi um ano em que estivemos próximos e atentos às necessidades das nossas Comunidades.

A começar pela proteção e pela emergência consulares.

Sempre que os Portugueses passam por graves dificuldades é nossa obrigação dar o apoio necessário às vítimas e fazer o acompanhamento aos familiares e aos amigos mais próximos.

O auxílio dado aos Portugueses afetados pelo Furacão Irma, nas Caraíbas, é um exemplo claro dessa atitude.

Este caso ilustrou o sentimento de solidariedade e de entreajuda que caracterizam os Portugueses. Quero felicitar-vos por esse espírito comprometido com o bem comum.

O ano que agora termina foi, ainda, marcado pelo reforço dos serviços consulares. Pela primeira vez, nos últimos anos, entraram nos postos mais pessoas do que aquelas que saíram ou que se aposentaram.

Mas, saber que os nossos funcionários praticaram mais de 2 milhões de atos consulares confirma, na prática, a profunda ligação dos Portugueses no Mundo às suas origens.

Em 2018 vamos prosseguir este caminho. Continuaremos a trabalhar na modernização e na qualificação do atendimento.

Por outro lado, o II Encontro de Investidores da Diáspora, que terminou há dias em Viana do Castelo, permitiu homenagear muitos dos Portugueses mais empreendedores e apoiá-los no estabelecimento de novas âncoras sociais e económicas no nosso país.

 

Caras e caros conterrâneos,

Quero deixar, ainda, três notas sobre o futuro.

 

No ano que se avizinha, vamos trabalhar muito ativamente no apoio às associações portuguesas no estrangeiro. Dispomos de novas regras e com elas queremos impulsionar as associações das Comunidades mais tradicionais da nossa Diáspora, mas também valorizar a inovação e a criatividade que é trazida pelos mais jovens.

Só as novas gerações poderão garantir a continuidade do esforço e do legado de muitos pais fundadores dessas instituições de grande valor, material e imaterial, que tenho tido a honra de conhecer.

A promoção do ensino da língua portuguesa no estrangeiro, integrada no sistema de ensino dos países de acolhimento e enquanto língua de herança, continuará a ser uma prioridade desta Secretaria de Estado.

Desejamos, igualmente, estimular a participação cívica e política dos Portugueses no estrangeiro. Seja nas Comunidades onde estão inseridos, seja nos atos eleitorais do seu país de origem.

Para já, conseguimos provar que o recenseamento automático é uma possibilidade real. Com ele, poderemos passar de cerca de 300 mil para 1 milhão e 370 mil Portugueses recenseados no estrangeiro.

A decisão, cabe agora à Assembleia da República. Em caso de aprovação, tratar-se-á de uma mudança de grande alcance político.

 

Termino lembrando que o Governo, através da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, tudo fará para promover o bem-estar dos Portugueses no estrangeiro. “Estar perto de quem está longe” é o nosso lema.

 

É devida também uma palavra para todos quantos nos têm auxiliado nestas importantes tarefas.

Agradeço o trabalho realizado pelos professores e agentes culturais que fazem da Língua Portuguesa um veículo de afirmação do país no Mundo.

Reconheço o empenho e a dedicação de todas e todos quantos, na nossa rede consular, nos serviços internos e externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, asseguram o atendimento e o apoio às Comunidades portuguesas.

E quero deixar uma palavra muito especial para os Portugueses que, nas diferentes Comunidades, me têm acolhido e feito sentir em casa nos países até agora visitados.

Os votos de Festas Felizes são para essa grande família das Comunidades portuguesas.

E são extensivos a todos: a quem passa o Natal longe do seu país, sem as suas famílias, sem os amigos; aos doentes, aos mais carenciados, aos mais idosos, às crianças e aos mais sós. Desejo que este tempo seja um sinal de mudança, um ponto de partida para um futuro melhor.

Peço, ainda, cuidados redobrados nas deslocações e no regresso aos vossos países de acolhimento. A segurança tem que ser sempre uma prioridade.

 

A todas e todos, desejo Festas Felizes

 

 

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