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João Araújo, o fundador do Clube Português de Karaté de Bruxelas foi selecionado para ser um dos 4 árbitros da Federação belga para participar nos Mundiais de Karaté que vão ter lugar de 15 a 21 de julho, na República Checa.

Aliás, o Clube Português de Karaté de Bruxelas viu também uma das suas atletas ser selecionada para estes Mundias, depois de terem sido pré-selecionadas 3 atletas.

Este é pois um ano excecionalmente importante para o CPKB.

Natural do Porto, “trimeiro de gema” como ele próprio costuma dizer, João Araújo nasceu a uns metros do Estádio das Antas. Chegou à Bélgica definitivamente em 1987 depois de ter passado por outros países. E em 1994 abriu oficialmente o CPKB dirigido essencialmente à Comunidade portuguesa, “mas estamos abertos a outras nacionalidades, claro. Aliás temos aqui várias outras nacionalidades” diz ao LusoJornal.

João Araújo começou a praticar karaté no liceu, com apenas 14 anos. “Mas as possibilidades não eram muitas. Por isso, quando me instalei aqui definitivamente, tive a hipótese de seguir com mais intensidade a prática da modalidade”.

Durante muitos anos, João Araújo fez competição, mas teve de abandonar no seguimento de 3 ou 4 lesões graves. “Agora dedico-me mais aos alunos”.

No Clube Português de Karaté de Bruxelas pratica-se o Shotokan, um dos cinco estilos do karaté. O Clube está evidentemente relacionado com a Federação belga, mas também com a Federação portuguesa da modalidade.

“É um clube pequeno se comparado com outros clubes, mas temos aqui elementos muito bons”. E estas duas seleções de uma atleta e de um árbitro são um sinal evidente do reconhecimento por parte da Federação belga de Karaté.

Com 60 alunos inscritos, 90% dos quais portugueses, João Arao explica que “o nosso objetivo não é comercial. Se fosse comercial teríamos a sala mais cheia, mas não é essa a ótica”.

“A Comunidade portuguesa pensa que tem Ronaldos em casa e preferem que os filhos façam futebol. Nós incentivamos para virem para o clube porque a prática do karaté é algo que ultrapassa tudo o que se pode imaginar. Trabalhamos a disciplina, a correção,… é uma arte que ajuda muito a nível escolar” explica ao LusoJornal.

 

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