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Mais de 575 representantes de empresas, câmaras de comércio e associações de portugueses de 36 países encontraram-se no fim de semana passado em Viana do Castelo para fomentar parcerias de investidores da diáspora e a partilha de experiências.

O segundo Encontro de Investidores da Diáspora foi organizado pela Secretaria de Estado das Comunidades Comunidades, através do Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora e contou com a presença de dezenas de governantes e representantes de entidades e agências públicas de diversos setores, de autarquias locais – através da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho – e das regiões, designadamente Açores, Madeira e Galiza.

Os participantes chegaram de vários países, nomeadamente de França, Brasil, Alemanha, Estados Unidos da América e Moçambique. Entre as áreas de atividade mais relevantes, destacam-se o comércio, a indústria, a construção, a tecnologia e o turismo.

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, disse ter feito tudo para «criar uma atmosfera propícia ao investimento com origem na diáspora, juntando agentes empresariais e entidades ligadas às mais diversas áreas de atividade». O objetivo, explicou, é «fomentar o debate, a partilha de experiências e promover o lançamento de eventuais parcerias».

«A diáspora portuguesa constitui uma fonte de orgulho para Portugal e uma importante força de afirmação do nosso país a nível global. Pretendemos estimular os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro a investir no seu país de origem, inclusivamente criando projetos que lhes permitam regressar à sua terra natal, se esse for o seu desejo», disse José Luís Carneiro.

Com o lema «Conhecer para Investir», o Encontro começou com intervenções dos Ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Economia, Manuel Caldeira Cabral, do Secretário de Estado das Comunidades e do Presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa.

Manuel Caldeira Cabral afirmou que «a economia portuguesa vive atualmente um bom momento a crescer na ordem dos 3%», com um «crescimento sustentado das exportações». O Ministro da Economia lembrou também que «os emigrantes dão uma muito boa imagem de Portugal no estrangeiro». Por um lado «porque estão a investir em Portugal» e por outro lado porque «são uma porta de entrada dos produtos portugueses, uma alavanca importante para levar os produtos portugueses às populações dos países onde residem».

Já Augusto Santos Silva começou por lembrar que Portugal tem cerca de 10,4 milhões de habitantes, mas 5,7 milhões de Portugueses a residir no estrangeiro. Destes, 2,3 milhões nasceram em Portugal e emigraram, os restantes são cidadãos portugueses que já nasceram no estrangeiro. «Para todos os efeitos, somos 16 milhões de Portugueses e um em cada três portugueses vive no estrangeiro» disse o Ministro.

Também José Luís Carneiro confirmou que em 2016, os emigrantes enviaram para Portugal mais de 3.340 milhões de euros de remessas e, no total, enviaram nos últimos 10 anos mais de 50 mil milhões de euros. «Isso traduz a confiança que depõem no país».

Os Secretários de Estado da Internacionalização, dos Assuntos Fiscais, do Turismo, da Indústria, dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, da Modernização Administrativa, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do Desenvolvimento e Coesão, das Autarquias Locais, foram alguns dos membros do Governo presentes.

O Secretário Regional Adjunto da Presidência do Governo Regional dos Açores para as relações Externas Rui Bettencourt, também foi outro dos oradores.

José Luís Carneiro destacou que Viana do Castelo «tem um tecido económico e empresarial dinâmico, aliado a um contexto de cooperação inter-regional e transfronteiriço, para além de ser terra de origem de um significativo número de portugueses residentes no exterior».

Para o Presidente do município de Viana do Castelo, o encontro foi uma oportunidade para «dar um sinal de que há boas condições para investir em Portugal» e «mostrar o que está a ser feito no território do Alto Minho», um território com «infraestruturas de excelência e parques empresariais qualificados, integrado na euro-região Norte de Portugal-Galiza, com sete milhões de habitantes».

O próximo encontro, a realizar em dezembro do próximo ano vai ter lugar na região do Tâmega e Sousa, segundo anunciou o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, mas em 2018 haverá, pela primeira vez, um Encontro internalar nos Açores, em data a definir ulteriormente.

 

 

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