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Caiu como um raio, fustigando a nossa sensibilidade! Como todas as más notícias, foi veloz, aquela que anunciava a morte de um bom amigo; a rotina diária era sacudida pela confirmação de óbito do António Tomé, também conhecido por “Tomé do café Delta”. Faleceu na quarta-feira, dia 14 de março, após doença grave, com apenas 64 anos de idade. Representava os Cafés Delta na Bélgica.

A consternação alargou-se rapidamente e as reacções de tristeza não se fizeram esperar. Ninguém queria acreditar no fatídico desfecho; confirmava-se a separação e perda de um Português de exceção, membro interativo e interveniente da Comunidade portuguesa na Bélgica, há já algumas décadas a esta parte!

Digno e competente representante de uma grande firma portuguesa na Bélgica, a Delta cafés. Ocupava na empresa, uma posição de destaque, também pela sua capacidade interventiva e de promoção da marca, no seio da Comunidade de acolhimento. A sua crescente ação laboral foi motivo de orgulho e várias vezes lembrada por personalidades ligadas ao setor comercial e de exportação.

O Tomé, para além de um grande profissional, tinha um modo de ser e de estar muito humano; próximo das pessoas e dos seus problemas sociais. Praticou com vontade e sacrifício a verdadeira solidariedade em várias vertentes.

Desde logo no apoio pontual às diversas instituições que a ele recorriam; não sabia dizer não!

Na relação afetuosa com os seus clientes; tinha em cada um e eram tantos, um amigo e até confidente! Na ação e no compromisso junto do movimento associativo, a quem deu o melhor de si. Exercendo com rigor e responsabilidade cada cargo que entendia poder assumir. Foi na APEB que se destacou mais; antes, durante e depois do tempo a que presidiu tão prestigiada Associação.

Coerente, tinha o dom da conciliação através do diálogo e outros métodos de apaziguar e fazer valer o bom senso, a ordem e o respeito institucional; era por isso mesmo, admirado e respeitado. Trabalhador dedicado, não virava as costas, nem defraudava a causa a que se dedicava. A sua visão e postura, atenuava alguns ímpetos mais ousados, em situações mais crispadas. Imperturbável, era o exemplo apropriado de serenidade e de plausíveis consensos.

Esteve na base e no suporte de muitos eventos populares e de rua, com destaque para a grande festa do Dia de Portugal. Como qualquer um de nós lá tinha as suas convicções políticas, respeitando as diferentes sensibilidades e/ou crenças; era um intrínseco defensor daquilo que empreendia e que acreditava.

A Comunidade que somos fica-lhe muito grata. Dele nos ficam os bons exemplos de cooperação, de humildade e altruísmo. Fica ainda como modelo de bom comportamento de tolerância e de ponderação.

Este é também o momento e o espaço para lhe prestar sentida homenagem. E deixar a marca da gratidão por tão expressivo legado junto da Comunidade portuguesa na Bélgica. Pelo que foi e continuará a ser nas nossas vidas, o António Tomé vai permanecer presente e atuante.

Obrigado, bom amigo!

Requiescat in pace! Porque os bons terão a terra como herança e o paraíso como recompensa.

 

As cerimónias fúnebres estão marcadas para próxima quarta-feira, dia 21 de março, às 11h30, no Crematorium de Uccle, avenue du Silence, 61 em 1180 Uccle. Após as quais irá a sepultar no Cemitério de Schaerbeek, rue de d’Ever, 4 em 1140 Evere.

Por desejo expresso da família, pode ser dado livre contributo unipessoal e anonimamente, na vez de flores; o montante reverte para uma instituição de luta contra o cancro. Gratos pelas condolências e solidariedade.

 

 

 

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