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O Secretário de Estado das Comunidades Portugueses confirmou a nomeadação de Bruno Joos de ter Beerst para Cônsul Honorário de Portugal em Gent.

«Como sabe, havia desde há muito tempo a indicação por parte do Embaixador de Portugal na Bélgica, da necessidade de colocarmos um Cônsul Honorário em Gent, onde outrora já houve uma representação portuguesa mas que desde há muito foi extinta» disse ao LusoJornal José Luís Carneiro.

Entretanto houve um processo de dois anos de reconhecimento da personalidade escolhida para efeitos de representação do Estado português naquela cidade e Bruno Joos de ter Beerst deve tomar posse nos primeiros meses de 2018.

«Trata-se de um homem muito prestigiado na Comunidade, ele tem uma boa relação com todos os empresários de toda aquela região da Bélgica, aliás esteve presente no I e no II Encontro dos Investidores da Diáspora. É um homem de boa vontade, para além de ser um homem de grande prestígio. O seu pai teve fortes ligações a Portugal e a sua nomeação já está decidida» garantiu o Secretário de Estado.

A criação do Consulado Honorário já foi publicada em Diário da República. José Luís Carneiro confirmou que o Ministério das Finanças já autorizou este Consulado honorário e o Ministro dos Negócios Estrangeiros já assinou o Despachou. As autoridades diplomáticas aguardam agora que o Ministério belga dos Negócios Estrangeiros valide a escolha de Bruno Joos de ter Beerst para marcar a inauguração. «Espero que seja nos primeiros meses do ano de 2018» prevê José Luís Carneiro.

Na Bélgica há mais três Cônsules Honorários, mas estão praticamente inativos: em Antuérpia, em Bruges e em Liège.

 

Encontro mundial de Cônsules Honorários

José Luís Carneiro vai organizar nos próximos dias 16 e 17 de abril, o primeiro Encontro mundial dos Cônsules honorários.

«A primeira experiência que fiz de reunir os Cônsules Honorários de Portugal ocorreu no Brasil, por iniciativa da Embaixada de Portugal em Brasília e esse encontro estimulou-me no sentido de realizar um grande Encontro dos Consulados Honorários, para lhes atribuir uma orientação política clara» disse José Luís Carneiro em entrevista ao LusoJornal. «Ao mesmo tempo para procurarmos estabelecer critérios mais claros, quer na atribuição de poderes alargados aos Consulados Honorários, quer também na atribuição de subsídios, quer ainda na tomada de decisão de criar ou de extingir Consulados Honorários».

Para o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, «é necessário haver uma racionalidade política e é necessário haver também uma transparência no modo e critérios de designação dos Consulados Honorários e também na avaliação do trabalho que desenvolvem em representação do Estado português».

O Governante diz que há muitas diferenças entre Consulados Honorários. «Há um trabalho dos Consulados Honorários de grande qualidade institucional em muitos locais, mas também há outras regiões onde o trabalho necessita de ser estimulado e motivado» diz José Luís Carneiro. «Vamos tentar que os Consulados Honorários tenham também responsabilidades ao nível da internacionalização da economia portuguesa e da atração de investimento direto do estrangeiro, vamos ainda tentar que eles se envolvam ativamente na internacionalização do ensino superior e da investigação científica portuguesa e na internacionalização da cultura portuguesa».

 

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