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A grande derrota das eleições para o Parlamento Europeu é, sem margens para dúvidas, a da abstenção. Mesmo com todas as precauções que se tomem, dizendo que há Portugueses que residem a centenas de quilómetros dos postos consulares, há muitos porém que residem bem perto e não foram votar.

Com uma participação na Bélgica que ronda os 4,32%, esta é matéria para reflexão. As autoridades portuguesas não podem olhar para estes números e fazer de conta que tudo vai bem na democracia portuguesa.

O número de eleitores foi multiplicado por 10 e passou de 1.995 para 19.672 recenseados em 2019. Este é o resultado da recente alteração à Lei eleitoral que procede ao recenseamento automático dos cidadãos portugueses residentes no estrangeiro, com Cartão do Cidadão.

O impacto direto na votação é bem visível já que os votantes na Bélgica passaram de 317 em 2014, para 849 em 2019. Está de parabéns o Governo por ter dado este passo importante, é um passo que começou por dar os seus frutos, mas não chega para combater a abstenção. Faltam mesas de voto descentralizadas e faltam sobretudo novas metodologias de voto.

O PS ganhou, como em 2014. Passou de 95 para 230 votos, mas desceu em termos percentuais de 29,97% para 27,09%.

Também o PSD e o CDS-PP desceram em termos percentuais. Em 2014 participaram juntos e obtiveram 28,71% dos votos, mas desta vez o PPD-PSD obteve 18,61% (sendo mesmo assim a segunda força política mais votada na Secção consular na Bélgica) e o CDS-PP teve 6,36%, com apenas 54 votos, tendo sido ultrapassado pelo Bloco de Esquerda (14,49%), pelo Livre (10,60%) e até pelo PAN (8,48%).

Mais para baixo, destaque-se que o PNR, o PTP e o PURP não tiveram nenhum voto na Bélgica.

 

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