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O Conselheiro das Comunidades Portuguesas eleito na Bélgica, Pedro Rupio, acaba de enviar uma carta para 76 «Burgomestres» na Bélgica, disponibilizando-se «para apoiar qualquer iniciativa que promova a participação cívica da nossa Comunidade».

O envio desta carta é o pontapé de saída para algumas iniciativas que Pedro Rupio promete levar a cabo nos próximos meses, de modo a incentivar a participação cívica da Comunidade para as eleições comunais de 2018.

«As autoridades belgas e a própria sociedade civil do país afirmam regularmente que somos um povo trabalhador e bem integrado. Mas a boa integração económica da Comunidade não se acompanha sempre de uma integração cultural adequada: ainda são muitos os Portugueses que não falam corretamente uma das línguas oficiais do país e/ou que participam pouco nas eleições locais» explica o Conselheiro das Comunidades.

Ora, na Bélgica, os cidadãos estrangeiros podem votar nas eleições autárquicas do próximo ano mediante o preenchimento de alguns requisitos, nomeadamente da inscrição voluntária nas listas eleitorais antes do dia 31 de julho de 2018.

Os cidadãos estrangeiros, que estão duradouramente instalados no país de acolhimento, podem assim ter uma palavra a dizer no que diz respeito à gestão da vida política da localidade onde residem.

Segundo Pedro Rupio, para as eleições comunais de 2012, apenas 10% dos Portugueses da Bélgica estavam registados nas listas eleitorais. Uma taxa de inscrição bastante baixa em comparação com as outras grandes Comunidades do país: 17% para os Espanhóis, 20% para os Franceses, 30% para os Italianos.

Segundo o Conselheiro das Comunidades, as 76 localidades foram selecionadas sob base de dois critérios: as Comunas que contam com um mínimo de 100 Portugueses residentes ou as Comunas que tenham 0,9% da população de nacionalidade portuguesa. «Com esta seleção, atinge-se 81% dos Portugueses residentes na Bélgica filtrando 76 das 289 Comunas do país» explica Pedro Rupio.

Ainda segundo o Conselheiro das Comunidades, «nas Flandres, a taxa de inscrição da Comunidade não ultrapassa os 6%. Em Anderlecht, Ixelles e Forest, três Comunas de Bruxelas com muitos Portugueses, não se atinge os 10% de inscritos. Mas basta observar os dados da Valónia para perceber que a atual situação não é uma fatalidade: em Martelange, Yvoir e Soignies, a taxa de inscrição da Comunidade ultrapassa os 30%».

 

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