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A banda portuguesa Moonspell atuou na semana passada em Kortrijk/Courtai, na Bélgica, no quadro do Alcatraz Hard-Rock & Metal Festival, onde apresentou o seu mais recente álbum, “1755”, numa relação com o terramoto, editado a 3 de novembro, e totalmente cantado em português.

O álbum tem o fadista Paulo Bragança como convidado.

Gravar um álbum totalmente cantado em português, ao fim de 25 anos de carreira, “foi uma decisão artística, como tudo nos Moonspell”. “A razão foi extremamente simples. O disco liricamente é sobre Lisboa, sobre o que aconteceu na cidade [o terramoto de 1755] e sobre o que aconteceu em Portugal. Utilizamos não só expressões idiomáticas portuguesas, como muitas vezes dizemos Lisboa e Portugal e não queríamos dizer isso em inglês”, explicou o vacalista Fernando Ribeiro em declarações à Lusa.

Nas letras há muitos “nomes e coisas de cá, tipicamente portuguesas”, daí a banda recorrer, “pela primeira vez, de forma absoluta, ao português como língua para um disco”. “Na nossa cabeça faz todo o sentido”, disse.

O tema, “In Tremor Dei”, tem como convidado Paulo Bragança, que “vem do fado, mas é muito diferente do fado”.

O nome do fadista surgiu quando os Moonspell estavam em estúdio a gravar “1755”. “Sem saber onde andava o Paulo Bragança ou se ainda cantava, quando compusemos aquela canção eu disse que ficava ali fantástica a voz dele. Achava curioso o que ele fazia com o fado, que o levou aos extremos e fiquei com essa ideia”, recordou.

Como habitualmente e com fãs espalhados por todo o mundo, além de concertos em Portugal, a banda fará uma digressão internacional.

Apesar de “1755”, Fernando Ribeiro considera que terá boa aceitação fora de Portugal. “No metal, a língua não é uma barreira, as pessoas gostam mais do ‘feeling’ e o que eu tenho como vocalista é andar no meio das ruínas a contar o que é que se passa, no meio dos vivos e dos mortos”, assinalou.

O disco é “bastante poderoso”, até porque “fala de um terramoto”.

“É um álbum agressivo, dinâmico, também melódico de alguma maneira, porque também tenta associar a metade do século XVIII, na zona de Lisboa, toda aquela grande fusão musical e linguística que havia”, disse, recordando que “Lisboa era um dos portos de troca e de comércio mais importantes do mundo”.

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