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A Secção do PSD/Bruxelas vai criar um Núcleo na Flandres, com apresentação pública prevista para este dia 7 de abril, a partir das 20h00, em Ostende. No jantar convívio vai participar o Deputado eleito pelo círculo eleitoral da Europa Carlos Gonçalves.

“Há mais de 17.000 Portugueses inscritos na Embaixada, aqui na Flandres, fora os que não estão inscritos. Por isso justifica-se a abertura de um Núcleo do PSD nesta zona que é o pulmão económico da Bélgica e uma das regiões mais ricas da Europa” explica ao LusoJornal Jorge Afonso, o principal dinamizador da criação do Núcleo do PSD/Flandres.

A Secção do PSD/Bruxelas nasceu em 1975 e é presidida atualmente por Bruno Pereira Lages. Mas Jorge Afonso critica as sucessivas Direções da Secção. “Tem havido uma desfasagem muito grande entre a Direção da Secção e os militantes. Aliás, eu considero que temos poucos militantes. Temos de ter muitos mais, temos de dar voz às bases, há muita gente que simpatiza com o PSD e que temos de trazer para a Secção” diz ao LusoJornal.

“Não podemos esquecer que somos o maior Partido na emigração” diz por seu lado Tavares da Silva, militante “do PPD”. “Mas vejo sempre poucos emigrantes implicados nos nossos eventos. Tem de haver mais. O Partido só tem a ganhar com isso”.

Victor Alves Gomes, o Vice Presidente da Secção, presente na entrevista, concorda. “A ideia é de criar mais Núcleos do PSD noutras regiões, só assim seremos mais e estaremos mais organizados”. E depois acrescenta: “temos feito um percurso interessante, mas podemos ir ainda mais longe”. Dá o exemplo de Liège e de Charleroi. “Se a Flandres é uma das regiões mais ricas da Europa, Charleroi é uma das cidades mais pobres da Bélgica”.

Jorge Afonso quer que as cotas dos militantes baixem. “Se em Portugal um militante paga 12 euros por ano, porque razão tem de pagar 30 euros na Bélgica?” interroga.

Para começar, anuncia que vai ter cerca de 90 pessoas presentes no lançamento do Núcleo, em Ostende. “É gente que tem coisas a dizer, que se queixa todos os dias dos serviços consulares e nós temos de lhes dar palavra”.

O Consulado Honorário de Antuérpia deixou de funcionar quando o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas era o socialdemocrata José Cesário. “Temos de fazer a nossa mea culpa” diz Victor Alves Gomes. “Mas lembro que a Secção do PSD/Bruxelas tomou posição forte contra o encerramento do Consulado honorário. Só que agora o Governo mudou e o Consulado honorário não abriu”.

“Os Portugueses na Flandres estão completamente desapontados. Nada os liga a Portugal” lança Jorge Afonso.

As queixas são muitas, vão em todas as direções: porque a Embaixada de Portugal não tem funcionários que chegue, porque estão a ser desmantelados os Consulados honorários de Antuérpia, de Liège e de Bruges, porque a Secção consular só atende por marcação e até “porque esta Embaixada não tem Conselho Consultivo como estipula a Lei. Ou, se tem, ninguém sabe quem são os Conselheiros”.

A aproximação das eleições autárquicas também é assunto de debate interno no PSD/Bruxelas. “Temos tido poucos candidatos. Temos de ter mais” afirma Victor Alves Gomes.

Tanto Victor Alves Gomes como Jorge Afonso, defendem o voto eletrónico para os Portugueses residentes no estrangeiro. “Porque não há outra forma” afirma Vítor Gomes evocando o modelo da Estónia. “A Estónia tem o voto eletrónico e funciona muito bem. Porque não haveria de funcionar em Portugal? E não digo isto só para quem mora no estrangeiro. O voto eletrónico também é bom para quem mora em Portugal”.

Jorge Afonso organizou também um momento de distração para dia 7 de abril. Convidou Serena, a jovem artista lusodescendente que foi à meia-final do concurso The Voice Kids na Bélgica. “Temos de valorizar os artistas de cá, aqueles que têm talento mesmo se moram aqui. Porque aqui também temos o melhor de Portugal” diz ao LusoJornal. A jovem Serena, que também reside em Ostende, prometeu ao LusoJornal cantar um tema em português, da fadista Mariza: “Oh gente da minha terra”.

“Dentro de dois anos, a Secção do PSD/Flandres vai ser a maior do mundo” garantiu Jorge Afonso. Não sabemos se foi para estímulo pessoal ou se é mesmo um objetivo declarado!

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