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Faleceu esta semana no Hospital de Évora, vítima de uma doença fulminante, Emília Garcia, a proprietária da Pastelaria Garcia, em Bruxelas, e foi sepultada este sábado na aldeia de Lavre, no concelho de Montemor o Novo, onde nasceu.

Emília Garcia chegou a Bruxelas com o marido, Rui Garcia, e dedicou toda a sua vida ao trabalho e à família. Deixa a imagem de uma pessoa alegre, sorridente e disponível, sempre com um bom dia e uma palavra simpática para cada cliente da Confeitaria que ajudou a erguer.

Lavre é a terra imortalizada pelo escritor José Saramago, prémio Nobel da literatura. Para ela era a sua “aldeia de casa branquinha à beira do monte”. Cresceu na aldeia, e ainda criança viu um “rapazito sentado em frente da sua porta, com cara de reguila”, e decidiu que seria o amor da sua vida. Ninguém a levou a sério quando anunciou à família que se ia casar com ele. Rui Garcia bem tentou escapar, veio para a Bélgica mas ela veio atrás dele. A porta também veio, está na pastelaria, para nunca esquecerem de onde vieram e que há sempre uma porta a passar para o regresso. Há amores que duram uma vida.

A Pastelaria Garcia tornou-se, ao longo dos anos, num estabelecimento de referência em Bruxelas, não apenas para Portugueses. O casal foi pioneiro do cluster da nata; é embaixador de Portugal e do Alentejo na capital da Europa.

A vida de Emília Garcia foi sempre de trabalho intenso, com uma paragem breve de férias, em agosto, em Portugal porque todos os caminhos iam dar a Lavre. Desta vez o regresso é sem retorno.

Deixa dois filhos, Vanessa, de 24 anos, e Daniel, 17 anos. A notícia deixou em estado de choque todos quantos frequentavam a Pastelaria Garcia.

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