Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

A aplicação móvel “Registo Viajante” recebeu três pedidos de ajuda entre os mais de 10.000 utilizadores que se inscreveram nesta ferramenta, mas nenhum em situação de catástrofe ou atentado, nos primeiros seis meses de funcionamento, anunciou o Governo português.

A aplicação, gratuita, entrou em funcionamento a 25 de janeiro e, até agora, inscreveram-se 10.254 utilizadores, que registaram um total de 5.796 viagens, segundo dados enviados à Lusa pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Neste período, houve 30 alertas de SOS, mas quase todos foram nulos, à exceção de três casos: numa das situações, o viajante reportou a perda de um cartão multibanco, outro em que o utilizador pedia emissão urgente de documento de identificação e de viagem, e um último que pretendia a emissão urgente de passaporte.

A ‘app’ pretende funcionar como “uma espécie de 112” que os viajantes podem ativar em situação de emergência, como “uma catástrofe, acidentes rodoviários ou ferroviários, atentados terroristas ou situações de insegurança”, mas não deve ser utilizada para casos como a perda de documentos.

Em declarações à Lusa, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, fez um “balanço muito positivo” sobre a utilidade desta ferramenta. “Garante ao nosso Gabinete de Emergência Consular uma mais fácil identificação de Portugueses em viagem que não tenham procedido à sua inscrição consular”, permitindo, numa situação de “maior dificuldade”, responder à “necessidade de proteção e de apoio consular”, explicou o responsável.

José Luís Carneiro mencionou que no mais recente atentado em Londres – a 03 de junho, na London Bridge e em Borough Market -, a ferramenta foi “da maior utilidade” para a “identificação de alguns Portugueses que, não estavam inscritos nas redes consulares mas tinham realizado a descarga da aplicação, o que permitiu saber que havia Portugueses naquele local”.

Questionado sobre o facto de o “Registo Viajante” não ter sido, até agora, em calamidades ou atentados, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas considerou tratar-se de “uma boa notícia”.

“Era bom que não fosse necessário termos a aplicação, porque significaria que não haveria Portugueses em risco de emergência”, disse.

José Luís Carneiro deixou um apelo aos Portugueses que ainda não conhecem a aplicação para que a descarreguem nos seus dispositivos móveis. “É de grande importância, porque permite [aos utilizadores] receber avisos e informações sobre as regiões e países de destino, e em circunstâncias de emergência, podem ativar o SOS para que o Gabinete de Emergência Consular saiba que há Portugueses nesses locais e possa contactar com as autoridades dos países e assim garantir maior proteção e maior apoio aos portugueses em perigo”, afirmou.

A aplicação também fornece a localização e contactos do ponto da rede consular mais próximo do sítio onde o viajante se encontra. A rede externa portuguesa é constituída por 134 locais.

O sistema permite a geolocalização do utente, no momento em que é acionado o alerta de emergência, mas garante a segurança e a confidencialidade dos dados pessoais inseridos.

A ‘app’ pretende funcionar como uma forma adicional de contacto de Portugueses com as autoridades nacionais, juntando-se às tradicionais formas de contacto (linhas telefónicas e correio eletrónico) do Gabinete de Emergência Consular.

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