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Luís Medeiros Romão foi eleito em abril deste ano Presidente da Câmara de comércio belgo-portuguesa.

O novo Presidente reside na Bélgica desde 1993. Chegou jovem, com os pais, depois de ter vivido na África do Sul e em Portugal. Formou-se em engenharia eletrónica, mas também tem uma Licenciatura em gestão de empresas. Ultimamente tem trabalhado como consultor independente na área da radioterapia e da energia nuclear.

 

Esta Câmara de comércio não tem estado muito ativa, pois não?

A Câmara tem estado, efetivamente, um pouco parada, temos que encontrar o nosso espaço económico. A Câmara sofreu um pouco com a falta de atividade e de dinâmica. Eu fui eleito em abril, com uma nova equipa de Administradores que têm essa responsabilidade de construir projetos com os nossos membros.

 

E que tipo de projetos vão levar a cabo?

Um dos primeiros objetivos que temos é de recriar as ligações com a AICEP aqui em Bruxelas e com a Embaixada de Portugal. Para nós é importante, porque precisamos de ter esses contactos institucionais. Também queremos reforçar a nossa colaboração com a Câmara Luso-Belgo-Luxemburguesa em Portugal, porque temos os mesmos tipos de problemas e consideramos que também é importante estarmos a trabalhar juntos. Tanto para eles, como para nós, é uma ligação necessária e útil. Podemos utilizar uma e a outra estrutura como trampolim. Depois temos projetos ligados aos sócios, queremos atrair novos associados e alargar a nossa visibilidade através das nossas redes locais, económicas e empresariais.

 

E em termos de eventos, o que estão a prever fazer?

Pretendemos aumentar a organização de eventos, quer os mais tradicionais, como outros mais inovadores, passando por exemplo por um afterwork em colaboração com um sócio, ou pelo jantar anual da Câmara, que este ano vai ter lugar no dia 30 de novembro e já é uma tradição. Pode ser também um debate, por exemplo a nossa colaboração na Jornada Portas Abertas recentemente organizada no MaBru. Queremos também organizar missões económicas a Portugal, incluíndo a Madeira e os Açores, queremos levar empresas belgas a Portugal, mostrando o que se faz de melhor em Portugal e também queremos acolher as empresas portuguesas que queiram penetrar no mercado belga.

 

Qual é o setor mais representado na Câmara?

O setor mais representado na Câmara é o agroalimentar. Claro que queremos diversificar, mas este setor é muito representado aqui na Bélgica, até do ponto de vista histórico, sempre assim foi. Por isso, queremos reforçar a nossa relação com a HoReCa em Bruxelas, até porque eles têm um papel próximo da nossa atividade, é um dos mercados onde temos muitos sócios aderentes e pouco a pouco, com esta nova equipa, queremos ganhar mais visibilidade nos diferentes setores económicos nos dois países. Mas também temos membros do setor do mobiliário ou ainda do setor têxtil.

 

Quantos membros tem a vossa Câmara de comércio?

Hoje a nossa base contabiliza cerca de 60 membros. Temos cerca de um terço de Belgas francófonos, um terço de Belgas flamengos, e um terço de Portugueses.

 

Na Bélgica também há uma associação de empresários. Qual a vossa relação?

A Câmara de comércio não tem nenhuma ligação oficial com a Associação de empresários existente na Bélgica. Sabemos que existe, mas não temos qualquer relacionamento, o que não quer dizer que não possa vir a existir, claro. Mas neste momento não há qualquer relacionamento.

 

O que lhe podemos desejar para o futuro?

Que esta nova Direção, esta nova equipa, se afirme com muito dinamismo para reforçar a presença desta Câmara de Comércio na Bélgica e em Portugal, dar um real sentido à CCBP, e ser útil para os membros empresários belgas e portugueses.

 

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