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Decorreu nesta manhã de sexta-feira, dia 4 de agosto, em Lisboa, uma reunião da associação dos emigrantes lesados do BES, AMELP, com a Administração do Novo Banco, dirigida pelo seu Presidente, António Ramalho.

A AMELP fez-se representar por Luís Marques, Helena Batista e João Moreira, assim como pelo Advogado Nuno da Silva Vieira que conduz os destinos da AMELP.

“Desde há alguns dias que se vinham intensificando os contactos do Dr. Nuno da Silva Vieira com o Novo Banco e com representantes do Governo – com total coordenação com a AMELP. Essas conversas precipitaram a reunião do dia de hoje, cujos resultados são, deveras, entusiasmantes” explica a AMELP em comunicado.

“Conseguimos que, pela primeira vez, o Novo Banco aceitasse algumas das nossas reivindicações – algumas delas deixadas na reunião de 17 de março de 2017 – e evoluímos no tratamento dos produtos Euro Aforro 10 e EG Premium”.

A AMELP informa que “relativamente aos produtos Euro Aforro 8, Poupança Plus 1, Poupança Plus 5, Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6 e Top Renda 7, será recuperada grande parte do dinheiro das pessoas. O nível da recuperação é alto, em dinheiro, conseguindo, assim, ser alcançado o objetivo da liquidez das obrigações, tal como referido nas últimas reuniões de Paris”.

Ainda segundo o comunicado “não haverá quaisquer ‘obrigações’ na solução, mas as percentagens de recuperação de dinheiro ainda não podem ser avançadas hoje. Dependem de algumas reuniões a concretizar na próxima semana e que servirão, apenas, para tentar chegar ao máximo possível de recuperação” diz a AMELP. “Os prazos de recuperação serão inferiores a 6 anos – podem ficar situados entre os 2 e os 5 anos”.

Relativamente os produtos Euro Aforro 10 e EG Premium, “apesar de ainda não poder ser apresentada uma solução, sentimos uma enorme vontade do Novo Banco e do Governo em trabalhar esse tema connosco – assim como entendemos as grandes dificuldades associadas”.

A AMELP e o Advogado Nuno da Silva Vieira dizem-se “empenhadíssimos no tratamento dos produtos Euro Aforro 10 e EG Premium, e sentem ser possível encontrar soluções nos próximos meses, em coordenação com o Governo. Ainda hoje estaremos em contacto com representantes do Governo e será feita uma coordenação telefónica, ao final do dia, com o departamento jurídico do Novo Banco”.

A associação dos emigrantes lesados espera “fechar, na próxima semana, a concretização” dos pontos negociados hoje. “Pedimos a todos os associados que se mantenham contactáveis porque a concretização de uma solução vai ocorrer nos próximos dias e haverá necessidade de reuniões de grupo” dizem numa nota enviada aos associados da associação.

Outro tema muito relevante – e que pode influenciar nos níveis de recuperação do dinheiro – são as reclamações de créditos junto da Comissão Liquidatária do Banco Espírito Santo.

“Alertamos todos os associados, que ainda não o fizeram, a reclamem créditos no BES, pois o prazo de reclamação está em vias de expirar. Para todos os que já fizeram as reclamações, saibam que a lista de credores virá, em princípio, com a menção de ‘Crédito não Reconhecido’, pelo que deverão impugnar esse não reconhecimento, no prazo de 10 dias a contar da publicação das listas, para manterem os ‘direitos vivos’” explicam aos dirigentes da AMELP aos associados.

“Apesar de a Comissão Liquidatária não ter data certa prevista, os associados devem contar que isso venha a acontecer nos próximos 30 a 60 dias”. Esta informação foi recolhida pela própria AMELP, em reunião na sede da liquidação do Banco Espírito Santo, e “representa um facto novo que não deve deixar de ser atendido pelos associados”. A impugnação tem que ser feita por advogado.

“O nosso trabalho só terminará quando tivermos solução para todos” diz o comunicado da AMELP.

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