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Chegaram as férias de verão, também conhecidas por “férias grandes”!

Um tempo de oportunidades e lazer. Ocasião para restaurar energias perdidas e aliviar a alma. Mudar de ares, como se diz.

Férias, um direito com muitos deveres e cautelas à mistura, tanta é a diversidade na ocupação e gestão de um tempo propício e vocacionado para o sossego. A sociedade de consumo montou esquemas de sedução que arrastam e consomem!

Está assim aberto o caminho para a eufórica atitude dos exageros, que contrapõem o sentido e objetivos de umas boas férias! Nunca os abusos e excessos foram bons conselheiros. Nestas férias vai ser preciso moderar, refletir, escolher.

Fazer diferente para melhor, também ao nível das relações com aqueles partilham as esferas da nossa vida e de quem tantas vezes nos arredamos; os amigos, mas também a família! É estranho e até vergonhoso, que numas férias não se encontre o tempo e a disposição para o encontro com a família! É desumano não fazer essa ligação dos afetos, da tradição e dos valores que comportam o seio alargado de uma família!

Há casos e situações que nos deviam fazer pensar seriamente, até pela nossa condição de fragilidade humana. Qualquer separação é em si mesma, portadora de melancolias e mágoas que balizam e determinam; o golpe dado deixa marcas, tantas vezes irreversíveis! Daí a necessidade de alterar rotinas e atitudes, dando cumprimento com algum rigor, a um dever que pode ser testemunho: os pais têm a missão de transmitir aos filhos, a riqueza e a força da dedicação e do reconhecimento no seio familiar!

Uma família que não comunica, que esquece e se afasta do diálogo está sentenciada a uma vida vazia, insipida, cruel! Por muito mal ou incompreensões que tenham havido, nada justifica o afastamento, a indiferença e/ou desprezo! E quase sempre por causa do dinheiro, das partilhas mal feitas, dos ciúmes e outras corrosivas rivalidades… Quase sempre por questiúnculas banais e sem nexo, que roçam o ridículo! Carregam-se fardos pesados, tortura-se a mente, vive-se em sobressalto… Houvesse algum benfeitorizo, retorno ou vantagem! Só no respeito pelas diferenças, na tolerância e na compreensão se podem encontrar caminhos novos de aproximação e sadia convivência.

Não podemos deixar que o orgulho vença a humildade; nem que a rivalidade fique por cima, sufocando a honra e a dignidade! A verdade e a razão virão ao de cima e depois pode ser tarde… De nada servirão as lamentações, quando, em tempo devido, se alertaram as consciências para a mudança e atendimento apropriado. Pensem nisso e procurem interagir… vale a pena!

Nestas férias altere alguns hábitos, faça a mudança que se impõe, faça diferente por forma a trazer a novidade da fraterna convivência. Com os amigos, mas também e sobretudo, com a família…

Muita prudência nas vossas deslocações. E que tudo decorra pelo melhor.

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